segunda-feira, 6 de setembro de 2010

"Vou-me Embora pra Pasárgada"



[...]
Em Pasárgada tem tudo

É outra civilização

Tem um processo seguro

De impedir a concepção

Tem telefone automático

Tem alcalóide à vontade

Tem prostitutas bonitas

Para a gente namorar

E quando eu estiver mais triste

Mas triste de não ter jeito

Quando de noite me der

Vontade de me matar

— Lá sou amigo do rei —

Terei a mulher que eu quero

Na cama que escolherei

Vou-me embora pra Pasárgada.


Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90

Eu vou... eu vou... não me segurem! Eu quero uma casa no campo, com flores e frutas, hortinhas. Fugir? Sim... pra me encontrar sempre! Quero acordar a cada manhã e sentir o aroma das plantas, comer sem agrotóxicos... viver uma vida limpa, livre...


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