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Em Pasárgada tem tudo
É outra civilização
Tem um processo seguro
De impedir a concepção
Tem telefone automático
Tem alcalóide à vontade
Tem prostitutas bonitas
Para a gente namorar
E quando eu estiver mais triste
Mas triste de não ter jeito
Quando de noite me der
Vontade de me matar
— Lá sou amigo do rei —
Terei a mulher que eu quero
Na cama que escolherei
Vou-me embora pra Pasárgada.
Texto extraído do livro "Bandeira a Vida Inteira", Editora Alumbramento – Rio de Janeiro, 1986, pág. 90
Eu vou... eu vou... não me segurem! Eu quero uma casa no campo, com flores e frutas, hortinhas. Fugir? Sim... pra me encontrar sempre! Quero acordar a cada manhã e sentir o aroma das plantas, comer sem agrotóxicos... viver uma vida limpa, livre...
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