Deparei-me com trechos muito peculiares para esse momento da minha vida e da vida de muitas pessoas a minha volta em um livro que Valcapelli e Gasparetto escreveram, vale a pena conferir:
"A arte de relacionar-se consiste em manter a individualidade na convivência; aprender a ceder, sem abandonar-se, preservar suas características sem impor suas vontades, nem tampouco sufocar o parceiro. Ser afetuoso, respeitando a privacidade do outro."
Parece difícil e contraditório porque estamos acostumados a nos relacionar de maneira possessiva e rigorosa com o outro. Na maioria das vezes, nos "apegamos" a alguém munidos com nossas armas para evitar maiores sofrimentos que nós já trazemos de experiências anteriores.
"As experiências negativas que não forem adequadamente resolvidas serão projetadas nas futuras relações, gerando temores, medos e insegurança no amor, desencadeando o apego, ciúmes, inveja, etc. Essas condições dificultam o estabelecimento de relações duradouras e a felicidade no amor."
É, parece impossível não relembrar antigas vivências, mas dá pra se esforçar um pouquinho (rs).
"Outra condição nociva para o relacionamento afetivo são as aspirações por um parceiro ideal; isso é muito comum nas pessoas. Elas projetam sobre o parceiro uma série de expectativas. Comportam-se de maneira passiva, aguardando que ele seja conforme o idealizado."
Às vezes, fazemos isso sem saber. E quando descobrimos que a pessoa não é o deus que pintamos, sofremos horrores. Além do mais, isso é bastante prejudicial pro outro, que só quer ser ele mesmo, ser amado daquele jeito.
Agindo dessa maneira errônea, estamos afetando nosso sistema urinário, que representa a maneira como lidamos com nossos relacionamentos afetivos. Vamos nos amar mais, para que possamos realmente ser amados pelas outras pessoas.
Trechos em destaque retirados do livro Metafísica da Saúde - vol. 2, de Valcapelli e Gasparetto - Ed. Vida e Consciência.
